Ciência, sem interromper o jogo

O resultado vem de evidências diferentes — e cada uma tem um papel.

A experiência principal continua curta e direta. Nesta página ficam o método, as fontes, as licenças e os limites para quem quiser conferir em profundidade.

Atualizado em 4 de setembro de 2026

O que responde à pergunta sobre TDAH

A orientação começa pelo ASRS v1.1 de 6 perguntas, um instrumento de rastreio da Organização Mundial da Saúde adaptado para o português do Brasil. Itens, respostas e regra de pontuação são preservados sem simplificação.

O resultado do rastreador é lido junto a impacto real na rotina, presença das dificuldades em mais de um contexto e lembranças de sinais desde a infância. É esse conjunto que determina se apareceram sinais relevantes e se vale procurar avaliação profissional.

Fontes: licença oficial do ASRS v1.1 6Q, formulário oficial em português do Brasil e recomendações clínicas do NICE.

O que os desafios cognitivos acrescentam

As tarefas observam comportamentos mais estreitos: lapsos de atenção, omissões, respostas impulsivas, variabilidade do tempo de reação, interferência, atualização da memória de trabalho, troca de regra e planejamento.

Elas ajudam a explicar como a sessão aconteceu e podem mostrar convergências ou contrastes com o que a pessoa relata. Não substituem sintomas, história e impacto; uma tarefa isolada não decide se alguém tem TDAH.

Em adultos, a literatura encontra utilidade limitada do CPT quando usado sozinho e recomenda integrá-lo a uma avaliação mais ampla. Veja a revisão sistemática sobre CPTs em TDAH adulto e a meta-análise do Stop-Signal.

Por que não somamos 17 jogos em um placar

Mais tarefas não significam automaticamente mais precisão. Stroop, Flanker e Simon se sobrepõem; Go/No-Go, SART e CPT compartilham parte da demanda; Task Switching e WCST também medem componentes relacionados. Repetir demandas aumenta fadiga, efeito de ordem e múltiplas comparações.

Por isso os níveis são cumulativos e acrescentam tarefas com informação nova. Módulos exploratórios podem enriquecer o perfil completo, mas não recebem peso artificial na orientação de rastreio.

A própria referência visual ADHD Focus Pro descreve sessões curtas como amostras pequenas, não publica percentis controlados e se apresenta como treino e autorrastreamento, não como avaliação. Ela inspira a apresentação, não o protocolo clínico. Consulte a metodologia publicada pelo serviço.

Timing no navegador

O navegador registra respostas com relógio de alta resolução, mas tela, teclado, toque, carga do sistema e economia de energia acrescentam atraso e variabilidade. A tarefa de reação simples ajuda a conhecer os controles; ela não calibra o dispositivo nem é um sinal específico de TDAH.

Interrupções e respostas tecnicamente inválidas ficam sinalizadas. Quando a qualidade não permite interpretação, o relatório orienta repetir em vez de transformar ruído em conclusão.

Código aberto não transfere validade clínica

Uma licença permite usar código; ela não transfere normas, sensibilidade diagnóstica ou resultados publicados para uma adaptação abreviada. A versão, os estímulos, a duração e a amostra precisam ser validados como um protocolo próprio.

Experiment Factory e vários pacotes jsPsych usam MIT. O jsPsych Contrib reúne plugins comunitários que devem ser auditados individualmente. TestMyBrain usa LGPLv3 e estímulos com condições próprias; MaRs-IB não libera seus itens originais para produto comercial. Itens restritos não entram na bateria paga.

Repositórios: Experiment Factory, jsPsych Timelines, jsPsych Contrib e TestMyBrain.

Como a conclusão é protegida

A pontuação do rastreador, as regras de qualidade e a orientação final são calculadas por código versionado. A geração atual do relatório também usa regras determinísticas: não utiliza um modelo de linguagem para inferir diagnóstico, gravidade, causas ou fatos da sua história.

O relatório separa três camadas: conclusão de rastreio; evidências que a sustentam; resultados de cada tarefa. Assim, uma leitura curta responde primeiro ao que importa e os dados completos continuam disponíveis para conferência ou conversa com um profissional.

O que ainda precisa ser validado

Antes de publicar percentis ou probabilidades, cada nível da bateria precisa de piloto, confiabilidade teste–reteste, validade de construto, análise por idade, escolaridade e dispositivo, além de comparação cega com avaliação clínica em amostra brasileira. Até lá, as tarefas mostram medidas descritivas da sessão e a orientação permanece um rastreio.

Como usar seu mapa

Use os resultados para organizar o que você percebe na rotina e conversar com um profissional sobre os próximos passos. A avaliação profissional integra esse mapa à sua história para esclarecer as causas e definir o cuidado.

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